Bate-boca online

De Ciberespaço

Uma piada que ilustra bem a questão dos bate-bocas nos newsgroups é a seguinte:

Pergunta: quantos usuários da Usenet são necessários para trocar uma lâmpada? Resposta: 79 628 1 para trocar a lâmpada; 8 para dizer a ele que ele deveria ter trocado de outro jeito; 43 para apontar erros de gramática nas mensagens anteriores; 134 para xingar os que fizeram as correções gramaticais; 598 para corrigir erros de gramática nos xingamentos; 751 para dizer “por favor, mudem essa discussão para alt.gramatica”; 1 453 para discutir exaustivamente qual o melhor método para se trocar uma lâmpada; 6 795 para responder dizendo apenas “concordo”; 10 358 para responder a estes dizendo “também concordo”; 1 para propor um novo grupo: alt.como.trocar.lampada; 22 902 para dizer que já existe um grupo adequado para esse assunto; 36 584 para pedir a criação do alt.lampada.

É claro que existe muito exagero nesta situação, mas ela serve para dar uma idéia de como os bate-bocas começam, se propagam e se perpetuam por um longo tempo em alguns newsgroups…

É importante, portanto, saber conviver nesse mundo virtual. Uma regra básica é não enviar mensagens idênticas para diversos grupos da Usenet, prática conhecida como spam. Propaganda e anúncios comerciais só devem ser postados em grupos adequados a esse tipo de mensagem.

Em 1994, uma pequena firma de advocacia do Arizona, a Canter & Siegel, protagonizou o caso mais famoso de spam de que se tem notícia até hoje. Laurence Canter e Martha Siegel, os donos da firma, resolveram divulgar seus serviços em toda a Usenet. Enviaram seu anúncio para milhares de grupos de discussão. Em pouco tempo, mensagens repudiando a atitude da Canter & Siegel pipocaram de todos os cantos. A avalanche de mensagens (mais de 30 mil em apenas 18 horas) causou um colapso na Usenet, congestionando conexões e derrubando servidores.

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