Comércio na rede
De Ciberespaço
“Na essência, o comércio cibernético não é apenas a criação de novos negócios, mas também o nascimento de uma nova cultura de conveniência e rapidez.” As palavras são de Jerry Yang, um dos fundadores do Yahoo!, um dos negócios mais bem-sucedidos na Internet. O Yahoo! oferece informações, serviços e entretenimento através de seu Web site na Internet. Com isso, movimenta milhões de dólares em publicidade.
Mas há muitos outros exemplos de empresas lucrando com o comércio eletrônico. Em 1998, as vendas da Amazon Books [1] – a maior livraria na Internet – devem chegar a 350 milhões de dólares. Mais impressionante ainda: as vendas da Dell Computer [2] – uma empresa que vende computadores pela Internet – chegam a 5 milhões de dólares por dia.
Com a Internet e o comércio eletrônico, fazer encomendas em supermercados, comprar software, CDs, livros e passagens aéreas tornou-se uma realidade. Essa nova forma de comércio oferece preços baixos, grande variedade e informações detalhadas sobre os produtos. Pesquisar, comparar preços e efetuar uma compra consomem apenas alguns cliques de mouse.
Muitas empresas estão usando a Internet para se ligar aos seus fornecedores, distribuidores e lojas. Essas companhias estão agilizando suas tarefas usuais, aumentando a velocidade dos pedidos e das entregas. Outras companhias usam a Internet para vender diretamente ao consumidor, eliminando os intermediários e baixando os preços – é a desintermediação.
Mas o comércio eletrônico na Internet não está restrito a livros, CDs e outras bugigangas que possam ser entregues pelo correio. Cada vez mais usuários estão pagando por informação. Da mesma forma que se paga para receber um jornal em casa, agora se paga para ler o jornal na Internet. A versão online do Wall Street Journal, por exemplo, já tem mais de 200 mil assinantes. Muitas revistas online – Slate, Business Week Online e Marvel Comics – já fizeram a transição de assinatura grátis para paga.
Mas o comércio eletrônico ainda tem muitos obstáculos pela frente. Ele precisa se tornar mais agradável e fácil. A interface, os catálogos, os sistemas de busca, o pagamento, a segurança, muita coisa ainda deve ser aperfeiçoada para que esse tipo de comércio realmente exploda. Afinal, como comprar um perfume sem antes sentir sua flagrância? Ou como comprar um carro sem antes fazer um test drive? Sem falar nas taxas de envio – que ainda são elevadas – e nos prazos de entrega – que podem ser de semanas. Muitos governos já estão preocupados com essa nova forma de comércio: na maioria dos países, ainda não há leis definidas para a tributação, fiscalização e supervisão dessa atividade.
Mas uma coisa é certa: o comércio eletrônico está só começando. Nos Estados Unidos ele representa apenas 1% dos 8,5 trilhões de dólares gerados pela economia americana. Mas previsões otimistas garantem que no ano 2000 o comércio eletrônico vai movimentar algumas centenas de bilhões de dólares.

