Conectando-se em três passos
De Ciberespaço
1. O equipamento
Ligar-se à Internet é fácil. Basta que você tenha ou providencie alguns equipamentos mínimos: um computador, uma linha telefônica e um modem.
O computador
Não há grandes exigências quanto ao tipo de computador, desde que ele não seja uma relíquia! Um Pentium com 8 ou 16 megabytes de memória pode ser usado. Mas se você quer usufruir dos últimos recursos oferecidos pela Internet, deve adquirir uma máquina mais poderosa! Como a “evolução” dos computadores é muito rápida, tornando-os obsoletos da noite para o dia, vale a pena gastar um pouco mais e investir num equipamento mais atualizado. Para acessar a Internet “com todo o conforto”, um Pentium II com 32 megabytes de memória é o ideal. Mas a Internet não é exclusiva dos PCs. Macintoshs e outros tipos de computadores também podem ser usados.
A linha telefônica
Algumas pessoas acham que pela linha telefônica só trafega voz. Estão enganadas: pela linha telefônica podem trafegar também dados de computador. E o modem nada mais é do que um aparelho que liga o seu computador à linha telefônica, possibilitando dessa forma a conexão com a Internet. Normalmente as pessoas usam a linha do telefone de casa. Não há necessidade de se ter uma linha especial só para a Internet. É claro que, enquanto você estiver navegando na Internet, ninguém vai poder usar o telefone. E já que estamos falando de linha telefônica, vale uma observação: as linhas brasileiras deixam muito a desejar. Funcionam razoavelmente para o tráfego de voz, mas para a comunicação de dados elas são um problema. Uma linha telefônica de boa qualidade vai ajudar no sucesso da sua conexão. É muito desagradável não poder navegar pela Internet devido a erros de transmissão ou porque a linha cai a todo momento.
O modem
Ainda falando sobre equipamento, se você vai adquirir um computador, considere comprar um modelo com modem já instalado. A maioria das lojas já equipa seus PCs com modems. Existem diversos tipos, modelos e marcas de modems. A principal característica do modem é sua velocidade. Esta velocidade é medida em bps (bits per second ou, em português, bits por segundo). Quanto maior a taxa de bps, mais rapidamente o modem será capaz de enviar e receber dados. É fundamental, portanto, adquirir um modem com boa velocidade, isto é, quanto mais rápido, melhor. Atualmente, o padrão do mercado é o modelo de 28 800 bps. Já existem, contudo, modelos de 33 600 bps e até de 56 600 bps. Além disso, existem os modems internos e os externos. A única diferença, como o próprio nome sugere, é que o interno fica dentro do computador e o externo, fora. Cada um tem suas vantagens e desvantagens. Geralmente, o modem interno é um pouco mais barato, mas em compensação é um pouco mais difícil de instalar.
O modem
O modem é uma espécie de “tradutor” entre o computador e a linha telefônica. Nos computadores, a informação encontra-se numa forma chamada “digital” (os conhecidos zeros e uns). Já nas linhas telefônicas trafegam dados apenas numa forma chamada “analógica”. Como, então, os dados de um computador na forma digital podem ser transmitidos através da rede telefônica, que é analógica? É aí que entra o modem. “Modem” é a abreviação de “modulador-demodulador”. O modem é um aparelho que transforma dados digitais em dados analógicos e vice-versa, permitindo a transmissão de informação digital pela rede telefônica analógica.
[imagem] funcionamento do modem traduzindo dados digitais para analógico e vice-versa
2. O provedor
Além desses equipamentos, você deverá procurar um provedor. O provedor é, como a própria palavra diz, uma empresa que provê (fornece) a ligação com a Internet. Ligar-se à Internet, como você verá, pode não apresentar grandes dificuldades. Mas por trás do simples envio de uma mensagem existe uma grande e complexa estrutura que garante o funcionamento da rede. O provedor é apenas parte dessa estrutura. E o seu micro, quando ligado à Internet, também passa a fazer parte dela.
E como encontramos um provedor? Muitos colocam anúncios em jornais e revistas. Mas a maioria prefere divulgar seus serviços em revistas especializadas de informática. Já existem listas de provedores, publicadas por essas revistas e por cadernos de informática dos principais jornais. Dessa maneira, não é nada difícil conseguir o telefone de um deles. Além disso, sempre existe um amigo, um conhecido, um professor, que pode dar uma dica.
Mas, atenção! Como qualquer tipo de serviço, existem provedores e provedores. Isto é: bons e ruins. Na hora de contratar um provedor, você deve levar em conta coisas como:
· o provedor fornece um “kit de acesso” com todos os programas necessários para a conexão com a Internet? O kit é enviado pelo correio? · o provedor oferece suporte técnico via telefone (em que dias da semana e em quais horários)? · qual a velocidade da conexão do provedor com a Internet (backbone)? · o provedor dispõe de um grande número de linhas telefônicas, de forma que o usuário não receba sinal de ocupado quando discar para ele? Em média, há quantos usuários por linha? (Um número razoável é de 15 usuários por linha telefônica.) · há taxa de inscrição? · quais os preços praticados e quantas horas de acesso são oferecidas? · qual o custo da hora adicional ao exceder o limite de tempo? · quais as formas de pagamento (cartão de crédito, cobrança bancária, etc.)?
Essas perguntas podem ser esclarecidas ligando para o próprio provedor. Mas uma boa dica é perguntar para conhecidos que já utilizam o serviço de algum provedor. Pergunte coisas do tipo: o acesso é rápido? O kit de acesso fornecido é bom (fácil de instalar, configurar e usar)? Você recebe muito sinal de ocupado ao ligar para o provedor? Você tem algum problema de conexão (a linha cai muito, por exemplo)? O atendimento do suporte é bom (foi bem atendido e resolveu o problema)? Está satisfeito?
Não economize perguntas! Só assim você saberá se aquele é ou não um bom provedor. E um bom provedor é fundamental para uma boa conexão com a Internet. Afinal, o preço é importante, mas não é tudo! Atualmente existe uma enorme competição na área. Com o aumento crescente do número de provedores no Brasil inteiro, a tendência dos preços é baixar.
Uma última observação: o provedor deve ter um número de telefone para acesso na sua cidade. Caso contrário, você terá de pagar interurbano, o que pode sair caro, uma vez que você vai querer ficar horas seguidas navegando pela Internet.
O kit de acesso
O kit de acesso é um conjunto de programas fornecidos pelo provedor. Deve conter os programas básicos para o acesso à Internet, bem como instruções passo-a-passo para a conexão. O kit normalmente é composto de um dialer (programa que disca para o provedor), um programa para correio eletrônico e um navegador para a World Wide Web (que geralmente é o Netscape Navigator ou o Microsoft Internet Explorer). Os programas do kit podem vir em disquetes ou CD-ROM. Como se vê, o kit contém apenas programas básicos. Mas o usuário não deve se preocupar. Para aproveitar outros recursos da Internet, bem como obter atualizações, pode capturar programas na própria rede.
3. A conexão
Ao dispor do equipamento necessário (computador com modem e uma linha telefônica) e de um provedor de acesso, você pode finalmente conectar-se à Internet. Esta etapa será extremamente simples se o seu modem estiver funcionando corretamente e se o kit de acesso fornecido pelo seu provedor estiver instalado e configurado adequadamente. Mas você não vai encontrar aqui as instruções para se conectar. Essas instruções, o procedimento passo-a-passo e todas as configurações necessárias devem constar no kit de acesso ou ser informadas pelo seu provedor. Isso por que cada provedor fornece programas diferentes e seria impossível explicar todos aqui.
O procedimento mais comum é o seguinte: você vai discar para o provedor com um programa conhecido como dialer. Ele acionará o seu modem, fará a chamada telefônica e conectar-se-á com o provedor do outro lado da linha. Você então deverá fornecer seu username e sua senha (password).
O username é o seu nome de usuário no provedor. A escolha do username é feita quando você se inscreve no provedor. Pode ser qualquer combinação de letras e números (sempre em letra minúscula, sem espaços e sem acentos). As pessoas geralmente escolhem uma abreviação de seus nomes ou um apelido. Por exemplo, João da Silva ficaria “jsilva”. Bill Gates é “billg”. Já o username do Bill Clinton é “president”. Como dissemos acima, você pode escolher qualquer palavra como username, desde que ela já não tenha sido escolhida por outro usuário do seu provedor. Sua senha será fornecida pelo provedor, junto com o kit de acesso, ou será escolhida por você, ao se cadastrar no provedor.
Vencida essa etapa de se conectar ao provedor, o seu computador já está ligado à Internet. Mas… onde está a Internet? Apesar de você não ver nada de diferente na tela de seu computador, ele já está pronto para buscar dados na rede mundial. Toda a comunicação entre o seu micro e a Internet é “transparente” para o usuário. Nós não vemos as tarefas de transmissão, conexão, compactação, correção, empacotamento, endereçamento, verificação, etc., executadas por nossos computadores para buscar informações na Internet. Cabe ao usuário apenas “dar as ordens”. Mas como isso é feito?
Isso é feito através de programas específicos para cada uma das diversas aplicações existentes na Internet. Para receber arquivos via FTP, usa-se programas como o CuteFTP ou o WS-FTP. Para bater papo no IRC, usa-se o mIRC. Para participar de newsgroups da Usenet, usa-se o Free Agent. Para enviar e receber e-mails, usa-se o Eudora, o Netscape Messenger ou o Microsoft Outlook Express. Finalmente, para navegar na WWW usa-se um browser, como o Netscape Navigator ou o Microsoft Internet Explorer. Essas e outras aplicações da Internet – com seus respectivos programas – foram apresentadas em outros capítulos deste livro.

