O Brasil não foi dos últimos a entrar
De Ciberespaço
Também no Brasil a Internet se implantou e se desenvolveu junto ao meio acadêmico e científico. Professores e pesquisadores que houvessem visitado universidades no exterior já conheciam as promissoras redes internacionais de comunicação. Em especial a Bitnet, uma rede que permitia troca de mensagens em escala mundial.
Em setembro de 1988, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) [1], localizado no Rio de Janeiro, conseguiu acesso à Bitnet, através de uma conexão de 9 600 bits por segundo estabelecida com a Universidade de Maryland.
Dois meses depois, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) [2] também ligou-se à Bitnet, por meio de uma conexão com o Fermi National Accelerator Laboratory (Fermilab), em Chicago.
Algum tempo depois, a Fapesp criou a rede ANSP (Academic Network at São Paulo), interligando a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Mais tarde, ligaram-se à ANSP a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).
Em maio de 1989, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) [3] também ligou-se à rede Bitnet, através da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), constituindo-se no terceiro ponto de acesso ao exterior.
Essas foram as nossas únicas vias de acesso às redes internacionais até 1989. Naquele ano, a comunidade acadêmica, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criou a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) [4]. Durante o início da década de 90, a RNP forneceu acesso à Internet a cerca de 600 instituições de ensino e pesquisa, atendendo a uma comunidade de cerca de 65 mil usuários.

