O rei do silício
De Ciberespaço
Andrew Grove Presidente da Intel [1]
Em 1957, o jovem András Gróf deixou sua cidade natal, Budapeste, capital da Hungria, então sob governo comunista e ocupada por tropas soviéticas. Primeiro foram os horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Agora era a ameaça de um governo totalitário. Muitas pessoas desapareciam sem deixar rastro. O jovem sabia que era hora de fugir: “Eu poderia ficar aqui sentado, e um dia, quando saísse para comprar pão, nunca mais seria visto”.
Acabou indo para Nova York, onde adaptou seu nome para Andrew Grove. A partir daí, sua carreira foi meteórica. Formou-se brilhantemente em engenharia química na City College de Nova York e mais tarde obteve seu Ph.D. pela Universidade da Califórnia. Trabalhou algum tempo na Fairchild Semiconductors, mas a empresa não ia bem na época. Foi então que dois de seus chefes o convidaram para fundar uma nova empresa. Alguém sugeriu Integrated Electronics, o que foi logo abreviado para Intel.
A Intel percorreu um longo caminho até tornar-se o que é hoje: líder no mercado de microprocessadores para PCs. Os microprocessadores são superchips que funcionam como cérebro dos computadores. Sem os chips, a chamada Revolução Digital seria impossível. Mas os chips não estão só nos computadores. Eles estão em todo lugar: telefones, televisores, rádios, calculadoras, relógios digitais, vídeo games, etc.
O desenvolvimento dos chips continua seguindo a previsão de Gordon Moore, co-fundador da Intel e amigo de Grove: conhecida como Lei de Moore, ela diz que o poder de processamento dos chips dobra a cada 18 meses. Dominando hoje um dos produtos mais importantes no mundo – o microchip – a Intel segue ditando os rumos da indústria de computadores e, por que não dizer, da Revolução Digital.

