Os piratas do ciberespaço

De Ciberespaço

No ciberespaço também há criminosos. São pessoas que se dedicam a burlar a segurança de um sistema e invadi-lo, adulterando e roubando informações confidenciais. São os chamados hackers e a Internet está cheia deles. Mas não se assuste, os hackers geralmente não invadem os computadores pessoais de um usuário comum. Eles procuram se infiltrar em grandes sistemas, como bancos, órgãos do governo, empresas e centrais telefônicas. Nos Estados Unidos, a CIA, o FBI, o Pentágono e outros sistemas computacionais do governo são os mais visados.

Ao contrário do que muita gente pensa, muitos hackers não exploram apenas a fragilidade dos sistemas de segurança para invadir computadores. Eles exploram também a fragilidade humana. Ou mais especificamente, a ingenuidade humana. Os hackers praticam o que é conhecido como social engineering (“engenharia social”). Um hacker, por exemplo, pode se passar por administrador da rede de uma grande companhia. Ele liga para um funcionário da companhia. Diz que está fazendo manutenção no sistema, atualizando o banco de dados e que precisa da senha do funcionário. Caso consiga enganar o funcionário e obter a senha, o hacker entra normalmente no sistema da companhia e pode fazer grandes estragos. Outros hackers fingem trabalhar para o governo. Telefonam para uma empresa, contam uma boa história e conseguem informações valiosas.

É importante lembrar ainda que nem todo hacker é criminoso. Na verdade, hacker, pela definição original, é uma pessoa com grande conhecimento sobre computadores. Aqueles que usam esse conhecimento para invadir sistemas, praticar vandalismo cibernético ou roubar informações confidenciais são chamados crackers. O mau uso e a popularização do termo hacker como sinônimo de criminoso eletrônico é atribuída à imprensa. Um dos mais famosos hackers foi Kevin Mitnick.

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