Os primeiros sistemas de hipertexto

De Ciberespaço

Nelson imaginou um sistema – batizado de Xanadu [1] – no qual todas as publicações do mundo (livros, enciclopédias, jornais, revistas, documentos particulares e corporativos, etc.) estivessem disponíveis. Assim como o memex, o Xanadu teria partes do seu conteúdo interligadas, isto é, um texto não existiria isolado, mas associado a outros textos, documentos, imagens, etc. A leitura desses textos não seria seqüencial, mas arbitrária, oferecendo ao leitor diferentes caminhos de acesso. Essa maneira dinâmica de associar documentos ficou conhecida como hipertexto, palavra inventada por Nelson em 1965.

O Xanadu resolveria ainda o problema de direitos autorais, pois haveria um sistema automático de cobrança pelo uso, leitura ou citação de uma informação.

O ambicioso projeto de Nelson, em sua concepção completa, nunca saiu do papel. Mas as idéias, os conceitos e os termos inventados por ele exerceram grande influência na evolução dos sistemas de hipertexto.

Também na década de 60, outro visionário surpreendeu o mundo com suas idéias. O engenheiro elétrico Douglas Engelbart estava sempre um passo à frente de seu tempo. Numa época em que os computadores ainda ocupavam salas enormes e custavam fortunas, ele anunciava que essas máquinas deixariam de ser calculadoras gigantes operadas por especialistas. Dizia que, num futuro não muito distante, as pessoas usariam os computadores para resolver problemas do dia-a-dia.

Ao contrário de Ted Nelson, Engelbart materializou grande parte de suas idéias. Em 1968, apresentou ao mundo o NLS (oN Line System), sistema baseado em hipertexto. Nele, texto, imagens e vídeo eram mostrados juntos, permitindo ao usuário acessar dados de maneira não linear.

As idéias de Vannevar Bush, Ted Nelson e Douglas Engelbart serviram de inspiração para muitos outros sistemas de hipertexto. Mas o mais importante deles surgiria no início da década de 90 e chamar-se-ia World Wide Web.

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