Um pouco de história
De Ciberespaço
“Todos os homens desejam por natureza o saber”, disse o filósofo grego Aristóteles, em sua obra Metafísica. Mas, de que adiantaria a um homem todo o saber do mundo, se ele não pudesse compartilhá-lo com outros homens?
Uma crítica desse tipo passou a ser dirigida aos “viciados” em computador, a partir de sua popularização, na década de 80. O computador era, sem dúvida, uma fonte de informação, conhecimento e entretenimento. Mas segundo alguns professores, psicólogos e sociólogos, o computador isolaria o homem. Interagindo apenas com a máquina, o usuário se afastaria do mundo, perdendo o contato com a realidade e distanciando-se do convívio social.
Contudo, uma nova realidade surgiu para contrapor-se a essas críticas. Com o desenvolvimento da gigantesca rede global de computadores – a Internet –, as críticas perderam seu fundamento. De mecanismo isolador, o computador tornou-se um meio de comunicação e de contato. E mais: de interação. Com a Internet, o homem se “pluga” num mundo novo – que chamou de ciberespaço –, um mundo com todas as virtudes e defeitos da vida real.
A verdade é que, além do desejo de saber citado por Aristóteles, o desejo de se comunicar também parece fazer parte da essência humana. O conhecimento nada vale se não puder ser externado, comunicado e compartilhado.
Nestas páginas vamos fazer uma breve viagem pela história da comunicação, citando alguns nomes e descrevendo algumas invenções que contribuíram para tornar realidade o conceito de aldeia global, formulado na década de 60 por Marshall McLuhan.

